terça-feira, 28 de julho de 2009

Ao Anjo dos meus pesadelos





Há cartas difíceis de remeter
Especialmente as que escrevo no fumo
Das madrugadas sem rumo

…mas continuo a escrever
Ao Anjo dos meus Pesadelos
Que me questiona
Sobre essência Vida
E de como é Viver

Viver
Viver é ser mortal
… e não pensar na morte
Viver é sonhar
…com os limites de um imortal
Não acreditar no azar
…mas continuar a desejar boa sorte

A Vida…é algo diferente
São batimentos cardíacos
Que acabaram por cessar
São pensamentos tardios
De Alegrias e Arrependimentos
São relógios
Em contagem decrescente
É o suceder de estações
O criar e o partir de corações
É a Primavera e o Outono
É o Verão e o Inverno
São tardes passadas
E manhãs ainda por chegar
É comparar Maio a Dezembro
É a chuva de Setembro

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