terça-feira, 28 de julho de 2009

Ao Anjo dos meus pesadelos





Há cartas difíceis de remeter
Especialmente as que escrevo no fumo
Das madrugadas sem rumo

…mas continuo a escrever
Ao Anjo dos meus Pesadelos
Que me questiona
Sobre essência Vida
E de como é Viver

Viver
Viver é ser mortal
… e não pensar na morte
Viver é sonhar
…com os limites de um imortal
Não acreditar no azar
…mas continuar a desejar boa sorte

A Vida…é algo diferente
São batimentos cardíacos
Que acabaram por cessar
São pensamentos tardios
De Alegrias e Arrependimentos
São relógios
Em contagem decrescente
É o suceder de estações
O criar e o partir de corações
É a Primavera e o Outono
É o Verão e o Inverno
São tardes passadas
E manhãs ainda por chegar
É comparar Maio a Dezembro
É a chuva de Setembro

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Romeu

Romeu
Esconde do meu cabelo uma tira
Guarda-a junto ao coração
Vem ao Jardim
Esquece o sangue na tua mão
Vê o meu vestido, negro...cetim
Dança ao som do mocho, da sombra e do chiar do portão
...tens noção que é uma ilusão?
Mas só nisto pensaste
Naquele funeral que era o teu
Numa Dança
Entre as campas
Mortos em Valsa

Boa-noite...
Foi o que me disseste.

Custou...
Levar o caixão?
Era dor...ou raiva
Que pulsava no teu coração?
Chovia...
Naquele dia
...Choraste?
Doeu...
Sofrer a minha ausência na minha presença?
Trouxeste rosas manchadas de sangue...
Era teu o sangue?
Olhas me...
Mas vês me?


“Fogo-Fátuo
Fogo-Fátuo que iluminou
A noite de quem a amou”

Foi o que no meu epitáfio escreveste.

Early sunset and the living-deaths


Early sunset
Sad twilight
And here comes tonight
Souls falling down
Through hopeless eyes
All the things
I never said
Are not nice
Hurtful Words
Killing me inside
Mercy as the gift that No One owns
Bullets as the rich man’s justice Words

Angels’ fly Away
And Deaths
Lying behind
Am I fighting on the wrong side?
Darkness involve
Light revolve
The world is falling apart
And we are blind
Trapped in no-name-part
Between Heaven and Hell
No punishment or glory
Never feeling well
Blood as taste of victory
Peace as a threat
And I say
Welcome to all the living-deaths